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Estudo comparativo do método de avaliação ergonómico V3 Renault com outros métodos de avaliação do risco de LMERT

by Silva, Susana Marisa Martins da
Published by : [s.n.] ([Cruz Quebrada]) Physical details: XVII, [157] p. il. Subject(s): Análise do trabalho | Doenças profissionais | Ergonomia | Factores de risco | Lesão músculo esquelética --avaliação | Mestrado | Segurança no trabalho Year: 2019
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Documento digital Documento digital Faculdade de Motricidade Humana
FMH-Biblioteca Deposito
Tese M 3866 / Pen drive (Browse shelf) Available

Loc: Gab. 2

Carvalho, Filipa Catarina Vasconcelos da Silva Pinto Marto - Orientadora. Mestrado em Ergonomia. Universidade de Lisboa. Faculdade de Motricidade Humana. 2019

fábrica Renault Cacia pertence ao Grupo RENAULT, que sempre teve preocupações em fazer a adequação dos postos de trabalho aos trabalhadores, para prevenir o aparecimento de Lesões Musculosqueléticas Relacionadas com o Trabalho (LMERT), reconhecidas como uma importante causa para incapacidade ocupacional e responsável por elevada taxa de absentismo afetando milhões de trabalhadores na Europa e custando aos empregadores biliões de euros. Preocupado com essa problemática, o Grupo Renault desenvolveu, há mais de 15 anos, metodologias para avaliar os riscos associados aos postos de trabalho que integram tarefas repetitivas.
Para tal, em todas as fábricas desta multinacional, utiliza-se o Método de Análise Ergonómica V3, do Grupo RENAULT. Este método aplica-se a postos com tarefas repetitivas , com tempos de ciclo inferiores a 10 minutos, e permite avaliar o risco de LMERT de acordo com os seguintes critérios: Postura, Esforço (ou Força), Repetibilidade ou Duração, entre outros. Conscientes que os resultados obtidos em determinados postos de trabalho, quando avaliados pelo Método de Análise Ergonómica V3, não parecem refletir na íntegra as preocupações e algumas queixas dos operadores que os realizam e/ou não parecem adequar-se às especificidades das tarefas realizadas decidiu-se, no âmbito do presente estudo, que era oportuno avaliar estes postos por outros métodos de avaliação ergonómicos disponíveis e que até incidissem, especificamente, em fatores particulares desses postos e em partes do corpo mais solicitadas. Assim, para tentar clarificar estas situações, foram selecionados cinco postos de trabalho, que cumpriam estes requisitos, e dois métodos de avaliação: o OCRA (Occupational Repetitive Actions) INDEX e o SI (Strain Index). Após avaliação dos referidos postos concluiu-se, pela análise dos resultados obtidos, que em 60% dos
postos avaliados, o Método de Análise Ergonómica V3 mostrou se robusto o suficiente para refletir as preocupações dos respetivos trabalhadores, pois os resultados obtidos
foram, no mínimo, semelhantes ou mesmo superiores aos obtidos pelos métodos OCRA INDEX e SI. Em 40% dos postos, o Método de Análise Ergonómica V3 revelou-se menos protetor, ao resultar em níveis de risco inferiores, comparativamente com os obtidos pelos outros métodos aplicados.

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