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Bioacessibilidade in vitro das biotoxinas marinhas ácido ocadaico, dinofisistoxina-2 e seus derivados em bivalves crus e cozinhados

by Manita, Diana Filipa Pereira
Authors: Costa, Pedro José Conde Reis--orientador | Bernardo, Fernando Manuel d’Almeida--co-orientador | Universidade de Lisboa--Faculdade de Medicina Veterinária Published by : FMV (Lisboa) Physical details: X, 37 p. il., gráf., quadros 30 cm Subject(s): Segurança alimentar --Mestrado | intoxicação diarreica por molusco | ácido ocadaico | dinofisistoxina-2 | esterificação | digestão humana | bioacessibilidade Year: 2017
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Tese Tese Faculdade de Medicina Veterinária
FMV-Bib. Deposito
(Dep.) EM1 DM 2017 MAN (Browse shelf) 1 Apenas consulta local
Tese Tese Faculdade de Medicina Veterinária
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(Dep.) EM1 DM 2017 MAN (Browse shelf) 2 Apenas consulta local Suporte multimédia (CD-ROM)

Pedro José Conde Reis Costa ; Fernando Manuel d’Almeida Bernardo - Orientadores. Dissertação de Mestrado em Segurança Alimentar. Universidade de Lisboa. Faculdade de Medicina Veterinária. 2017

Inclui referências bibliográficas (p. 34-37) e índice

As biotoxinas marinhas mais frequentes e abundantes em Portugal são as toxinas lipofílicas,
nomeadamente as toxinas do grupo do ácido ocadaico (AO), que inclui as dinofisistoxinas
(DTX1 e DTX2) e os seus derivados (DTX3), responsáveis pela intoxicação diarreica (DSP
diarrhetic shellfish poisoning). A investigação da presença, variabilidade e transformação de
biotoxinas marinhas em moluscos bivalves é de elevada importância não só para os
consumidores e produtores de moluscos bivalves, mas também para as entidades
reguladoras em segurança alimentar.
Até à data, a quantidade de toxinas ingeridas nos alimentos tem sido considerada igual à
quantidade de toxinas disponível para a absorção pelo corpo humano após o processo
digestivo.
Neste estudo, avaliou-se através de um modelo de digestão in vitro estático, a fração de AO,
DTX2 e das suas formas esterificadas (DTX3), libertada do alimento para os fluidos
digestivos (bioacessibilidade) em amostras naturalmente contaminadas de mexilhão,
berbigão, conquilha e lingueirão. As amostras de mexilhão e conquilha apresentam
regularmente um perfil de toxinas composto por AO e DTX2 nas suas formas livres,
enquanto que o berbigão e o lingueirão têm uma elevada capacidade de biotransformação,
o que conduz a que o seu perfil de toxinas seja constituído maioritariamente por formas
esterificadas (DTX3). Amostras colhidas na costa Portuguesa foram utilizadas para avaliar a
bioacessibilidade destes compostos, quer na matriz crua, como após cozedura a vapor. A
Bioacessibilidade do conteúdo total de toxinas variou entre as espécies analisadas. A maior
percentagem de toxinas bioacessiveis foi encontrada no mexilhão [...] Este estudo fornece novos dados
relevantes que podem melhorar e levar a estudos de avaliação de risco em segurança
alimentar mais precisos sobre estas toxinas. A avaliação de risco com base exclusivamente
na ocorrência das toxinas DSP em moluscos bivalves pode conduzir a uma sobrestimação
da exposição e levar a medidas regulamentares mais conservadoras do que tendo em conta
a quantidade de toxinas que podem ser absorvidas pelos epitélios intestinais.

The most common and abundant biotoxins in Portugal are lipophilic toxins, including okadaic
acid group (OA) toxins, which includes the dinophysistoxins (DTX1 and DTX2) and its
derivatives (DTX3), responsible for the human food borne illness diarrhetic shellfish
poisoning (DSP). Investigating the presence, variability and processing of marine biotoxins in
bivalve molluscs is highly important not only for consumers and shellfish producers but also
for governmental agencies with responsibilities on food safety.
To date, the amount of toxins ingested in the food has been considered equal to the amount
of toxins available for uptake by the human body after the digestive process.
In this study, we evaluated through a static in vitro digestion model, the fraction of OA, DTX2
and DTX3 released from the food to the digestive fluids (bioaccessibility) in naturally
contaminated mussels, donax clams, cockles, and razor clams. Bioaccessibility was
assessed in both raw and steamed shellfish matrices. Higher bioaccessibilty was estimated
for mussels [...] This study provides relevant new data that can improve and lead
to more accurate food safety risk assessment studies concerning these toxins. Risk
assessment based solely on DSP toxins occurrence in seafood can conduct to an
overestimation of the exposure and lead to regulatory measures more conservative than
taking into account the amount of toxins that can be absorbed by the intestinal epithelia.

português

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