Normal view MARC view ISBD view

Velocidade crítica intermitente na natação

by Freitas, Tomás Miguel Marques de
Published by : [s.n.] ([Cruz Quebrada]) Physical details: 110 p. 30 cm Subject(s): Avaliação do desempenho | Fisiologia do esforço | Lactato | Mestrado | Natação --crol | Natação --mariposa | Treino físico | Velocidade Year: 2015
Online resources:
    average rating: 0.0 (0 votes)
Item type Location Call number Status Date due
Tese Tese Faculdade de Motricidade Humana
FMH-BIBLIOTECA
Tese M 3226 (Browse shelf) Available

Alves, Francisco José Bessone Ferreira - Orientador. Mestrado em Treino de Alto Rendimento. Universidade de Lisboa. Faculdade de Motricidade Humana. 2015

A velocidade crítica (VC) é considerada um dos mais importantes parâmetros de avaliação da capacidade aeróbia, que está intimamente relacionada com os domínios de intensidade, na medida em que a VC corresponde à fronteira que dissocia o domínio pesado do severo. Já a velocidade crítica intermitente (VCI), abordada pela primeira vez em natação, aparenta situar-se no domínio severo de intensidade.
O objetivo principal da investigação realizada foi fundamentalmente o de descobrir a aplicabilidade ou não da VCI na natação, uma vez que esta (VCI/PCI) começa a ser utilizada por modalidades como o ciclismo e a corrida (atletismo). Deste modo, pretendeu-se comparar a VCI com a VC (a crol), aplicando posteriormente a VCI numa série intervalada até exaustão a crol e duas a mariposa.
Oito nadadores (idade: 17.6 ± 3.8 anos; altura: 173.8 ± 6.8 cm; massa corporal: 67.3 ± 8.2 kg) realizaram dois esforços máximos (200 e 400 m) a crol numa velocidade constante, calculando a VC, e depois recorreu-se às mesmas distâncias mas numa tarefa intermitente, através de 4 x 50 m e 8 x 50 m com 15 s descanso entre repetições, de modo a estimar a VCI, seguindo-se uma série intervalada de n x 50 m até exaustão, com 15 s pausa. O mesmo procedimento (com outros oito sujeitos, com idade: 18.63 ± 4.4 anos; altura: 173.1 ± 6.1 cm; massa corporal: 68.8 ± 6.3 kg) foi utilizado para estimar a VCI a mariposa, e a velocidade correspondente à VCI foi então utilizada em duas séries de treino intervaladas, com repetições de 50 m até exaustão, e com 15 e 30 s de pausa. A velocidade aeróbia máxima (VAM) foi considerada como correspondendo à velocidade média dos 300 m centrais do teste máximo de 400 m, e uma VAM intervalada (VAMint) aplicada à natação foi estimada através do teste de 8 x 50 m, retirando a primeira e a última repetição.
A concentração de lactato sanguíneo, como a frequência de ciclo, foi analisada em todos os testes realizados
Por um lado, percebeu-se que a VCI é significativamente superior à VC, representando 111.4% da VAM e 98.6% da VAM intervalada (VAMint) a crol, e 97.5% da VAMint a mariposa. Relativamente às séries até exaustão, a lactatémia evidenciou ter um comportamento distinto, sendo visível a mariposa na série com 15s pausa, uma constante ascensão do [La-], diferente de quando o tempo de repouso aumentou para o dobro (30s), ou da série a crol (com 15s de pausa), onde em ambos os casos após um ligeiro aumento, verificou-se uma manutenção e decréscimo na fase terminal.
Acrescente-se que foi encontrada uma alta correlação entre parciais das provas de 200 m com a VCI, e com velocidades muito idênticas, para as duas técnicas.
Pode concluir-se que a VCI pode vir a ser um instrumento de otimização do rendimento dos nadadores, nomeadamente nas provas de 200 metros, evidenciado ser um parâmetro de avaliação do desempenho nesta modalidade, não tanto aeróbio (como a VC), mas predominantemente demonstrativo da “fronteira” entre a potência aeróbia e a capacidade aeróbia.

Click on an image to view it in the image viewer


© 2012, Universidade de Lisboa
Todos os direitos reservados - All rights reserved
Languages: