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Estrongilidose em explorações equinas com vocação tauromáquica

by Frouco, Gonçalo Daniel dos Santos
Authors: Farrim, António Carlos Pinto--orientador | Carvalho, Luís Manuel Madeira de--co-orientador | Universidade Técnica de Lisboa.--Faculdade de Medicina Veterinária Published by : FMV (Lisboa ) Physical details: IX, 79 p. il. 30 cm Subject(s): Medicina veterinária --Mestrado | Estrongilídeos | Cavalos de toureio | Epidemiologia | Corrida de touros Year: 2011
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Tese Tese Faculdade de Medicina Veterinária
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António Carlos Pinto Farrim ; Luís Manuel Madeira de Carvalho - Orientadores. Dissertação de Mestrado Integrado em Medicina Veterinária. Universidade Técnica de Lisboa. Faculdade de Medicina Veterinária. 2011

Inclui referências bibliográficas (p. 61-70) e índice

Portugal possui grande tradição na produção equina, nomeadamente na criação e trabalho de cavalos de toureio. Estes equinos são verdadeiros atletas e, como tal, especial atenção deve ser dada à sua saúde. As parasitoses gastrointestinais, em particular a estrongilidose, são uma ameaça constante e afectam a sua saúde, bem-estar e desempenho. Após o declínio, durante as últimas décadas, da infecção por grandes estrongilídeos, em consequência do uso generalizado e intensivo de anti-helmínticos, os ciatostomíneos tornaram-se o parasita gastrointestinal de equinos mais comum e importante. Este crescente relevo deve-se às suas elevadas prevalências em todo o mundo e ao desenvolvimento de resistências à maioria dos anti-helmínticos. Face a este problema, os proprietários dos cavalos e médicos veterinários devem estar mais atentos à biologia e epidemiologia dos estrongilídeos, de modo a desenvolverem um correcto programa de sanidade animal. Para um maior conhecimento da epidemiologia dos estrongilídeos em Portugal, foi realizado um estudo envolvendo 67 cavalos de vocação tauromáquica, distribuídos por 8 explorações localizadas no Ribatejo e Oeste. Durante um período de 11 meses (Julho de 2010 a Maio de 2011) foram colhidas amostras fecais de modo individual a cada cavalo em cada estação do ano e 1/2 dias antes e 2/3 dias depois de uma corrida de touros. Foram analisadas segundo as técnicas coprológicas quantitativas, pelo método de MacMaster, e qualitativas, por flutuação (Willis) e sedimentação natural. Foram ainda realizadas coproculturas para identificação de L3. Os cavalos de toureio analisados apresentaram um OPG médio de 396 e uma prevalência média anual de 66%, sendo que 91% do total de animais e 100% das explorações estavam parasitados pelo menos uma vez durante o período de estudo. O género Cyathostomum sensu latu foi o mais abundante (97.3%) e prevalente (53.9%). Nenhuma larva infectante do género Strongylus foi identificada. O Verão e o Outono foram as épocas em que se registaram valores máximos de OPG médio. Foram estudados 2 factores de risco na estrongilidose. A idade encontra-se negativamente correlacionada com número de OPG, havendo uma tendência para que as infecções moderadas e maciças estejam presentes nos animais mais jovens. O stress inerente a corrida de touros parece ser responsável pelo aumento de OPG observado após a actuação. Os resultados no presente trabalho revelaram que o parasitismo por estrongilídeos, nomeadamente por ciatostomíneos, em cavalos de toureio é extremamente importante e prevalente, e poderão auxiliar a elaboração de um adequado programa de controlo parasitários nestes cavalos.

Abstract - Portugal has a great tradition in equine production, particulary of bullfighting horses. These horses are true athlete, and should be given special attention to their health. Gastrointestinal parasites, especially strongyle, are a constant threat and affect their health, well-being and performance. After the declining of large strongyle infection over the last decades, as a result of widespread and intensive use of anthelmintics, the cyathostome became the most common and important gastrointestinal parasites of horses. The importance of cyathostome is due to its high prevalence worldwide and the development of resistance to most anthelmintics. Faced with this growing problem, the owners of horses and veterinarians must be increasingly attentive to the biology and epidemiology of strongyle infection in order to develop a correct and effective animal health program. For a better understanding of the epidemiology of strongyle in Portugal, was developed a study involving 67 bullfighting horses, spread over 8 farms from Ribatejo and Oeste. For a period of 11 months (July 2010 to May 2011) were collected fecal samples from each horse in each season and one or two days before and two or three after the bullfighting show, and analyzed using the coprological techniques quantitative (MacMaster) and qualitative (Willis flotation and natural sedimentation). Fecal cultures were also performed to identify L3. Bullfighting horses examined had an average EPG of 396 and an average annual prevalence of 66%. 91% of all animals and 100% of farms were found to be infected at least once during the study period. The genus Cyathostomum sensu lato was the most abundant (97.3%) and prevalent (53.9%). No infective larvae of the genus Strongylus were identified. The summer and autumn were the times when there were maximum values of average EPG (eggs per gram). Two risk factors for infection with Strongylus, were studied. Age is negatively correlated with number of EPG, with a tendency for the moderate and severe infections in younger animals. Stress inherent in the bullfighting appears to be responsible for the increase in EPG. The results of this work showed that strongyle parasitism, particularly by cyathostome in bullfighting horse, is extremely important and prevalent, and could help the development of an appropriate parasite control program on these horses.

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